domingo, 31 de agosto de 2008
Dia da virada
Não vencemos, empatamos. Mas hoje há mais a se comemora do que a se lastimar. O surgimento de uma grande promessa do futebol brasileiro, Éverton, e a re-descoberta de um argentino, esquecido, que parece ser daqueles "donos-de-meio-campo" que só nossos hermanos sabem produzir, Rubens Sambueza. Há ainda, o sempre inquestionável Juan, e, finalmente, a volta de Léo Moura. O Flamengo dominou o jogo, pressionou, atacou muito mais o Fluminense do que foi atacado. Verdade: clássico é assim, vacilou, tomou. E o Bruno vacilou mais uma vez. Não importa: insisto, hoje, foi o dia da virada. Virada essa que começou na semana passada. Lendo hoje o Ana Karenina de Tolstoi, há uma cena extremamente comovente (analisada pelo húngaro Lukács), sobre as corridas de cavalo. Nela, a égua Frufru quebra a sua espinha dorsal. Quando Renato Augusto, Souza e Marcinho foram embora a "coluna vertebral" do "puro sangue" parecia ter sido quebrada. Sendo assim, os corneteiros de plantão, aliados à torcida arco-íris, declararam o abatimento total do puro-sangue rubro-negro. Éverton e Sambueza mostraram hoje que nossa coluna vertebral será reconstruída; e o Fla de uma vez por todas mostrou que não é cavalo paraguaio. Estamos na briga, podem anotar.
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